IA na Medicina. Fim dos testes das Letras na Parede!

Você já foi a um oftalmologista?

Se já foi, sabe que ele fará aquele teste de ler as letras na parede! Pois bem, sabem quando foi inventado? EM 1862! (Teste de Sellen).

Dá para imaginar???? Estando em 2020, fazer um teste criado em 1862…. ainda estamos na idade da pedra.

Mas não desanime. IA (inteligência artificial) vai mudar isto.

Quer saber como?

Entre neste site https://myeyes.ai/, e faça seu teste com IA.

Mais detalhes você consegue aqui.

O que é BaaS?

Bank as a Service, não Backup as a Service, Backend as a Service, Blockchain as a Service etc.

Google Checking (conta corrente do Google), Apple Card, Chime, Monzo, N26 e até a Brex (fundada por Brasileiros), todos são exemplos de empresas criaram soluções utilizando BaaS.

Banking as a Service é uma plataforma de serviços financeiros que qualquer empresa pode utilizar para automatizar e acelerar seus processos, além de oferecer a clientes, fornecedores e até colaboradores.

Mas antes, o que é ‘aaS’?

Com a popularização da internet, várias aplicações, ou melhor soluções, deixaram de ser apenas um aplicativo instalado nas máquinas para se tornarem aplicativos consumidos através da internet. Para este movimento se dá o nome de ‘as a service’, traduzindo ‘como serviço’.

A diferença básica é que você não precisa instalar nada e já pode sair utilizando, basta utilizar um navegador na internet ou até mesmo um aplicativo móvel.

Com toda esta facilidade, vários modelos de negócios surgiram para aproveitar a velocidade trazida por soluções ‘como serviço’, e um deles é o BaaS.

O ‘B’ aqui é de Bank, ou melhor Banco.

Então o que é Bank as a Service, ou Banco como Serviço?

São todas as funcionalidades de um banco expostas para serem consumidas como serviço através da internet, sem a necessidade de instalação prévia.

Em outras palavras, esta solução permite que uma empresa ou instituição automatize seus processos de pagamentos, cobranças e até tenha seu próprio banco, de forma rápida e descomplicada. Como deve ser.

Quem pode oferecer BaaS?

Fintechs, Instituições de Pagamento ou financeiras que ofereçam modelos de contratação compatíveis com o que falamos até agora e, de preferência, tenham acesso direto, sem intermediários, aos principais sistemas financeiros do Brasil, ou seja, SPB, SPI, STR, CIP, COMP etc.

Para a empresa ou instituição contratante, o Banking as a Service faz o papel da instituição de pagamento e do emissor, se responsabilizando pelas operações, licenças, compliance, legislação, tecnologia e segurança – ou seja, por toda a parte regulatória e técnica, para que as empresas possam focar somente no que realmente importa: captar, se relacionar e fidelizar clientes.

O que é o PIX, o sistema de pagamentos instantâneos e como funciona?

O que é PIX?

Imagine você voltando de uma festa, 01h30, passa em uma conveniência, pega uma água, abre o celular, tira uma foto do QRCode que o estabelecimento te apresenta e ‘voilà’. De forma instantânea, você pagou e a conveniência recebeu o dinheiro em até 10 segundos!

Uma nova maneira de fazer transferências e pagamentos, de forma instantânea e que funciona todos os dias do ano, sem limitação de horário, nem valor.

Estas transferências e pagamentos, ocorrem diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, sem a necessidade de intermediários, o que propicia custos de transações menores.

O BACEN (Banco Central do Brasil), criou este novo arranjo de pagamentos para permitir a troca de dinheiro de forma rápida e simples.

Como assim?

Hoje, transferências entre contas são feitas através de TEDs ou DOCs e pagamentos são realizados por boletos, cartões ou com dinheiro físico.

O PIX passa a ser uma alternativa para transferir ou fazer pagamentos.

De forma resumida, PIX é uma nova opção de transferência de valores entre pessoas (físicas e/ou jurídicas), pagamentos de contas e boletos, recolhimento de impostos e taxas de serviços entre outras e também compras físicas ou online (ecommerce).

Como vai funcionar o PIX?

Hoje é assim:

TED (Transferência Eletrônica Disponível) – o dinheiro enviado será creditado na conta destino até as 17h do mesmo dia, sem limite de valor mínimo ou máximo;

DOC (Documento de Ordem de Crédito) – o dinheiro é creditado na conta destino no dia seguinte, com o limite máximo de R$ 4.999,99;

Ambos funcionam apenas em dias úteis.

Mas como será com o PIX?

As transferências podem ser realizadas 24 horas por dia, 7 dias por semana, em todos os dias do ano. Além disso, as transações são instantâneas, ou seja, o dinheiro enviado é creditado na conta destino em segundos,isto significa, ‘em tempo real’.

As transações podem ser feitas, segundo o BC, das seguintes formas:

  1. Entre pessoas físicas e/ou jurídicas;
  2. Para entidades governamentais (impostos e taxas);

Para usar o PIX, será necessário que tanto o pagador (quem envia) quanto o recebedor (quem recebe) tenham uma conta transacional em um banco ou instituição de pagamento. 

Contas transacionais são: contas correntes, contas pagamentos (aqui está a BPP), conta poupança ou conta salário.

Como vou fazer as transações com o PIX?

As transações poderão ser realizadas da forma tradicional, com a coleta de dados do recebedor, exatamente como se faz o envio de uma TED hoje.

Além disto, poderão ser utilizados os seguintes meios:

  1. Chave de Endereçamento
  2. QRCode

Chave de Endereçamento

O PIX vai permitir que você associe sua conta a um email, telefone celular ou CPF/CNPJ. Com isto, você poderá realizar transações apenas informando um email e o valor (por exemplo).

QRCode

Também será possível, ler QRCodes para identificar o recebedor e, com isto, realizar a transação.

Os QRCodes poderão ser estáticos ou dinâmicos.

QRCodes Estáticos – são aqueles que estão impressos nos estabelecimentos e são válidos para múltiplas transações, neste caso quem envia informa o valor.

QRCodes Dinâmicos – são gerados para cada transação porque podem conter valores e códigos internos para identificação, ou seja, são mais adequados para pagamentos de compras.

Pagamento Digital vai Funcionar no Brasil?

Com o fechamento de várias lojas físicas e as restrições de mobilidade, impostas pela pandemia, as transações financeiras digitais se tornaram necessárias e em algumas situações fundamentais.

Mas como realizar transações financeiras digitais, se existem 50 milhões de desbancarizados no Brasil?

Independente da quantidade de pessoas sem acesso a pagamentos digitais, o Brasil, através da Caixa Econômica Federal, abriu cerca de 40 milhões de contas digitais para pagamento do auxílio emergencial. Ou seja, em alguns dias foram incluídos digitalmente, no sistema financeiro do Brasil, quase que toda a população da Argentina.

Vale lembrar que, segundo uma pesquisa da FGV, há hoje cerca de 230 milhões smartphones no Brasil.

Concluindo, população financeiramente digitalizada, transações financeiras realizadas através de smartphones nunca foram tão altas (segundo a Febraban), os pagamentos instantâneos chegando em Novebro/20 com o PIX, que vai auxiliar e facilitar a circulação digital do dinheiro e, por fim, mas não menos importante, vem o Open Banking, que deve iniciar em 2021. Tudo isto debaixo do guarda chuva do regulador, que estimula e promove um dos mais estimulantes e desafiadores ambientes financeiros de toda a América Latina e, quem sabe, do mundo. Portanto, pagamentos instantâneos tem tudo para ser um sucesso no Brasil.

E quem ganha com isto? Você!

Fintechs, Open Banking, BaaS e os Neo Banks

Durante um longo período da história da humanidade, acreditava-se que a Terra era o centro do universo, até que um cientista chamado Copérnico, desafiou esta noção e colocou uma visão alternativa que mudou a maneira como entendíamos o universo.

Mas qual a relevância disto para o setor bancário?

Comparo isto tudo com as crenças antigas (e até atuais) do setor bancário, onde bancos desejam todos os clientes, atender todos os segmentos, construir todos os produtos etc – isto tem mais probabilidade de serem destruídos em um futuro próximo, assim como Copérnico destruiu a crença de 1.500 anos.

Embora não exista definição para os Neo Banks, eles já existem em várias partes do mundo, na Europa, eles já detém 15 milhões de clientes, nos EUA os pequenos bancos históricos alugam sua licença e na Índia, com uma infraestrutura robusta e o regulador ativo, criaram um ambiente rico e estimulante para Fintechs, Neo Banks, Open Banking e BaaS e tudo indica que eles estão chegando em um ponto de inflexão.

Aqui no Brasil, resguardadas as diferenças com a Índia, veremos a entrada em produção dos pagamentos instantâneos, batizada de PIX. Uma infra estrutura robusta, criada pelo regulador, e que estimula a entrada de novos participantes no setor bancário, podemos chamar agora de Neo Banks ou até Fintechs, que irão dar inicio a criação dos mais variados produtos financeiros.

Em 2021, com a entrada do Open Banking, teremos um ambiente ainda muito mais descentralizado, que vai estimular ainda mais a criação de Neo Banks para Agricultura, Pesca, Caminhoneiros etc.

De fato, a intensificação de atividades de novos participantes em serviços financeiros, vai colocar, o cliente no centro do setor bancário, como deve ser.

O que é Open Banking e porque LGDP?

Na tradução literal Open Banking = Banco Aberto, também chamado pelo Bacen de Sistema Financeiro Aberto. Vou explicar.

Em outras palavra é um sistema bancário aberto, em que IFs, Fintechs e financeiras podem compartilham dados dos clientes eletronicamente.

O principal objetivo, é simples, expandir as opções disponíveis para o consumidor e dar mais liberdade e agilidade no compartilhamento de suas informações financeiras.

A tecnologia utilizada para este compartilhamento é chamada de API, sigla de ‘Application Program Interface’ e que sejam APIs abertas – ou seja, ter esta tecnologia disponível para formentar a criação de um ecossistema de produtos e serviços financeiros. Claro, tudo isto de forma segura.

No Brasil, o Banco Central já começou a discutir este movimento e até compartilhou uma agenda para 2021.

Bacen e Regulação

Na Prática

Open Banking são APIs abertas que estão disponíveis para serem utilizadas por qualquer um. Um exemplo de APIs abertas, podemos considerar o Google Maps.

Os famosos ‘Social Logins’, que permitem o login em aplicativos e serviços utilizando acessos já existentes de alguma rede social. É quando faz login em algum novo aplicativo ou sistema, e utiliza suas credenciais (email / senha) do Facebook, por exemplo.

A proposta aqui é que o mercado financeiro tenha um modelo único de APIs abertas.

Vantagens

  • Liberdade
  • Menor Custo / Maior Eficiência / Melhor Experiência
  • Mais Competição / Concorrência

LGPD

Lei Geral de Proteção de Dados, deve entrar em vigor este ano (2020) e, basicamente, estabelece normas sobre como as empresas coletam, processam, armazenam e destroem dados pessoais e sensíveis de seus clientes e usuários, com objetivo de melhorar a privacidade destas informações.

Ou seja, quando o Open Banking, entrar em vigor, as regras da LGPD já estarão em funcionamento, portanto, o compartilhamento de dados deverá se basear no uso autorizado, e explicito, do cliente, que poderá, a qualquer momento suspender esta autorização.

Reduzindo Riscos com Open Banking

Bancos em geral não estão muito acostumados a ter suas APIs expostas na Internet, e justamente por isto não tem experiência de se protegerem de acessos e tentativas de hackers mal intensionados.

MFA, Multi-factor authentication reduz até 99,9% das tentativas de fraudes.

Os poucos que conseguirem passar por esta proteção podem ser bloqueados por sistemas com Inteligência Artificial (IA) ou Machine Learning (ML), que podem reduzir em até 75% das tentativas fraudulentas.

Link: https://www.pymnts.com/fraud-prevention/2020/security-risks-open-banking/